Bruno Oliveira

Eleição na Índia será realizada a partir de 11 de abril e terá 900 milhões de eleitores


A Índia realizará uma eleição geral em sete etapas, a partir de 11 de abril, anunciou a comissão eleitoral neste domingo (10), no que será o maior exercício democrático do mundo.


A votação será realizada em sete datas diferentes, sendo a última delas em 19 de maio.


Cerca de 900 milhões de cidadãos estão aptos a votar e 15 milhões deles têm idades entre 18 e 19 anos, em um enorme exercício que durará mais de um mês, disse o chefe da comissão eleitoral Sunil Arora, em uma coletiva de imprensa na capital, Nova Déli.


Arora disse que três observadores especiais seriam instalados nos Estados de Jammu e Caxemira, ao norte, onde a Índia está enfrentando várias insurgências e onde as eleições normalmente são marcadas pela violência. A contagem de votos deve terminar em 23 de maio.


Ele afirmou que Facebook, Twitter, Google e WhatsApp se comprometeram a combater notícias falsas implantando verificadores de fatos e funcionários disponíveis para reclamações.
Partidos políticos da Índia estavam violando as regras de uso do WhatsApp na campanha para a eleição do país, disse um executivo do aplicativo de mensagens à agência Reuters, em fevereiro. 


Algumas semanas atrás, a falta de empregos e preços agrícolas baixos estavam prejudicando a popularidade do premiê Narendra Modi, que busca a reeleição. Mas as pesquisas dizem que seu Partido Bharatiya Janata (BJP), de cunho hindu-nacionalista, agora tem uma vantagem clara, após as forças armadas indianas terem enfrentado o arquirrival Paquistão no mês passado, disparando uma onda de fervor patriótico pelo país de 1,3 bilhão de habitantes.


Os confrontos entre a Índia e o Paquistão foram causados por um ataque a bomba que matou 40 policiais paramilitares indianos em 14 de fevereiro, na região da Caxemira, que é disputada pelos dois países. Um grupo militante baseado no Paquistão assumiu a responsabilidade pelo ataque e a Índia acusou o Paquistão de ser cúmplice -acusação que o Paquistão nega.


Confrontos aéreos entre os dois países, que têm armas nucleares, continuam e, embora tenham sido levantados questionamentos sobre quão eficaz a atuação militar indiana de fato foi, os índices de aprovação de Modi subiram.


"Eu votarei em Narendra Modi pela primeira vez porque eu gostei do que ele fez contra o Paquistão", disse Anjali Tivari enquanto buscava o filho na escola em Mumbai. "Estou impressionada. Ele deu a resposta certa ao Paquistão."


Das 543 vagas do parlamento disponíveis, 241 poderiam ir para a aliança governista de Modi ante 141 para a aliança liderada pela oposição no Congresso, de acordo com uma pesquisa nacional da agência de pesquisas CVoter que ouviu 50 mil pessoas nas últimas quatro semanas.


"O coração hindi -exceto Uttar Pradesh- retomou as forças devido ao problema do Paquistão," disse Yashwant Deshmukh, fundador da CVoter, referindo-se ao estado de Uttar Pradesh, que envia o maior número de parlamentares para a Câmara dos Deputados da Índia e é um campo de batalha essencial para a eleição.


Pesquisas divulgadas em janeiro, antes das tensões mais recentes com o Paquistão, mostravam o BJP e seus aliados como o maior grupo na eleição, mas ainda sem a maioria.


O HSBC Securities and Capital Markets disse em uma nota que a segurança nacional e o nacionalismo poderiam superar os problemas econômicos na preferência dos eleitores.

Folhapress



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