Bruno Oliveira

Ex-secretário da Segurança de SP ganha escolta após ser citado por presos do PCC


 Ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo, o procurador Antonio Ferreira Pinto está sob escolta da Polícia Militar após setores de inteligência da polícia terem detectado a possibilidade de um ataque contra ele.
A informação, revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, foi confirmada nesta sexta-feira (30) pelo comandante da PM, Marcelo Vieira Salles. Ele disse que a ação foi tomada após "fragmentos de informações".


"Tomamos a melhor medida, de proteger não apenas um ex-secretário de Segurança, mas também um integrante do Ministério Público paulista que merece toda a nossa atenção. Temos que ter responsabilidade com qualquer tipo de informação, e ele está muito bem", afirmou o oficial.
Ferreira Pinto foi secretário de 19 de março de 2009 a 21 de dezembro de 2012, nas gestões dos tucanos de José Serra e Geraldo Alckmin. Deixou o cargo em meio uma guerra entre PCC e policiais militares, após ações letais da Rota (topo da elite da PM). Uma dessas ações ocorreu em setembro de 2012, quando nove suspeitos morreram em suposto confronto com a polícia em Várzea Paulista (SP).


Segundo a Folha de S.Paulo apurou, um setor de inteligência do governo paulista detectou conversas entre criminosos em que o nome do secretário foi citado. Parte dos interlocutores, porém, desconhecia sobre quem se tratava. Por prudência, o comando da PM decidiu colocar proteção.
Procurada, a Secretaria da Administração Penitenciária da gestão Márcio França (PSB) informou "que nenhum dos órgãos de inteligência recebeu qualquer tipo de informação" de possível ataque a Ferreira Pinto "quer por membros do crime organizado ou por delinquentes em liberdade".


"Informa, mais, que o Secretário Lourival Gomes é amigo pessoal de Ferreira Pinto, com quem mantém sólida amizade há cerca de 25 anos, mantendo, ambos, comunicação bastante frequente. Caso a Secretaria da Administração Penitenciária recebesse qualquer tipo de informação dessa natureza, com certeza o Secretário Lourival Gomes o procuraria imediatamente e o informaria sobre eventual risco", diz nota da pasta do governo.
Procurada, a Secretaria da Segurança não se manifestou sobre o assunto até agora.

Com informações da Folhapress



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