Bruno Oliveira

Greve afeta distribuição de dinheiro em espécie na Alemanha


 Uma greve de funcionários do setor de transporte de valores afetou a distribuição de dinheiro em espécie em toda a Alemanha nesta quarta-feira (2), primeiro dia útil de 2019.


De acordo com o sindicato da categoria, o Ver.di, a paralisação deixou caixas automáticos e bancos desabastecidos, em um país onde pagamentos do dia a dia por cartão de débito ou crédito ainda é pouco usual.


"Muitos bancos e varejistas não receberam mais dinheiro em espécie depois dos feriados. Caixas automáticos que muitas vezes ficam vazios após a virada não serão reabastecidos", disse o negociador-chefe do Ver.di, Arno Peukes.


O sindicato, que representa 12 mil trabalhadores, busca com a greve um aumento de 1,50 euro no salário/hora da categoria.


Atualmente, segundo o Ver.di, os funcionários do setor ganham por mês, em salário bruto, entre 1.800 e 2.400 euros (R$ 7.770 e R$ 10,4 mil) nos estados do leste -que formavam a antiga Alemanha Oriental, comunista. Nos estados do oeste, os salários vão de 2.200 a 2.900 euros (R$ 9.500 a R$ 12,5 mil).


A adesão à paralisação foi alta, informou o sindicato. Mas a Associação Federal dos Serviços Alemães de Dinheiro e Valor, que representa as empresas, minimizou o impacto da greve.
"O fornecimento de dinheiro na Alemanha não entrará em colapso", disse nesta quarta-feira uma porta-voz da associação. "Uma greve de mais dias ou mais semanas, aí seria um problema."
As negociações entre sindicato e empresas continuam nesta quinta-feira (3).



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