Bruno Oliveira

Mascote da Copa brilha, e criadora agora sonha com um estúdio de animação


 Nas lojas de souvenir da Copa do Mundo, ninguém está mais presente do que Zabivaka.
A mascote é um sucesso de vendas, seja na forma de bonecos de pelúcias ou em chaveiros, ímãs, chapéus e bonés.
Em frente à cada estádio usado do Mundial também foi colocada uma estátua sua. Além disso, marcou presença também em todas as 62 partidas disputadas até o momento.
Na abertura, o simpático lobo esteve ao lado de Ronaldo para um pontapé simbólico antes de Rússia e Arábia Saudita.
Iekaterina Bocharova com sua criação, a mascote Zabivaka, em evento da Fifa no ano de 2016 Fifa/Associated Press Iekaterina Bocharova com sua criação, a mascote Zabivaka, em evento da Fifa no ano de 2016    Foi abraçado por russos e estrangeiros. Tornou-se um símbolo de carisma do Mundial.
Símbolo que teve todo o toque de Iekaterina Bocharova, 22, estudante de design gráfico na universidade de Tomsk –cidade localizada a 3.600 km de Moscou, na Sibéria.
Há dois anos, ela participou de um concurso promovido pelo COL (Comitê Organizador Local) e ficou como uma das três finalistas entre mais de 500 desenhos enviados.
Após uma votação online, foi anunciada como vencedora no programa "Vecherni Urgant", um dos mais populares da TV russa. Seu desenho desbancou o de um gato e de um tigre. O nome foi dado depois e significa "Aquele que Marca".
"Para ser sincera, eu jamais esperava vencer. Quando soube que era a vencedora, fui pega de surpresa, mas fiquei muito feliz", disse Iekaterina, em entrevista à Folha.
A jovem teve como modelo para o desenho de Zabivaka seu cachorro chamado Tyson."Ele tem as orelhas grandes e o mesmo tipo de olhos inocentes", contou a jovem.
Também serviram de inspiração Zakumi, o leopardo da Copa de 2010, Fuleco, o tatu-bola de 2014, e Striker, o cachorro do Mundial de 1994, nos Estados Unidos. "O fuleco era extremamente carismático e fofo. Eu o adorava. Mas o meu preferido era o Striker, por ser um cachorro."
Zabivaka fez sua primeira aparição oficial pouco antes da Copa das Confederações em 2017 e até a Copa deu a cara em eventos até cair no gosto do público. A popularidade causou espanto na estudante.
"Quando vejo que todos o amam, fico realmente orgulhosa. Fico feliz em ver pessoas com tantos suvenires dele. Não tenho muitos, apenas três pequenos bonecos e uma pelúcia."
Iekaterina contou também que não é grande fã de futebol. Mas estará na final da Copa do Mundo com ingressos de cortesia dado pela Fifa como prêmio por ter vencido o concurso. Recebeu ainda US$ 500 (R$ 1911 na cotação atual) segundo reportado pela agência de notícias estatal russa Tass.
"Apesar de não ser apaixonada pelo futebol, sei que o esporte une pessoas de todo o mundo, e isso é o importante para mim. Por isso mal vejo o dia de estar na final."
Também teve direito a bilhetes para a abertura da Copa das Confederações e participou de visitas a universidades e de workshops voltados à área de design. Seu maior sonho agora não tem a ver com futebol ou esporte. Quer conseguir um emprego em um estúdio de animação.
"Espero que em breve as pessoas ouçam meu nome novamente quando eu criar personagens para jogos ou desenhos animados", disse. "Gostaria de criar muitos outros personagens, não apenas animais, mas também pessoas ou criaturas místicas para grandes companhias. Quero ser uma artista famosa."

Folhapress



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