Bruno Oliveira

Portal de notícias é atacado a tiros em SC após divulgar morte de suposto traficante


"Uma ação terrorista contra a liberdade de imprensa". Assim o major Éder de Souza Oliveira, comandante da Polícia Militar em Tijucas (SC), define o ataque a tiros que ocorreu contra a sede do portal catarinense de notícias Vip Social, na noite da última quinta-feira (12). 
Por volta das 22h, segundo o major, mais de 20 tiros foram disparados contra o prédio, que teve os vidros quebrados. Ainda que prejudicada por esse fato, a perícia foi realizada e as investigações estão em andamento. 
O edifício estava vazio e ninguém se feriu. Após o ataque, foi encontrado um bilhete com os dizeres "Si fica apoiando o errado vão sofre as cosequensia (sic)".  


Mais cedo no mesmo dia, o portal havia noticiado uma ação da Polícia Militar na comunidade Jardim Progresso, que resultou em confronto e na morte de um suposto traficante da região, integrante da facção Primeiro Grupo Catarinense. 
A polícia trabalha com a hipótese de que os tiros tenham sido uma represália à divulgação desse fato. Segundo o major, os agentes foram atacados durante uma ação de patrulhamento na comunidade.
O comandante afirma que a facção apresenta semelhanças com o PCC (Primeiro Comando da Capital), com estatuto próprio, hierarquia, divisão de tarefas e ações violentas. 


O dono do portal, Luiz Antônio Paulino Júnior, 34, afirmou à reportagem que a equipe havia deixado o prédio cerca de 20 minutos antes dos tiros. "Saímos para jantar e pouco tempo depois recebemos a ligação [informando] que o prédio havia sido atacado."
Júnior disse que os funcionários ficaram um pouco assustados no início, mas que o trabalho voltou a ser realizado normalmente. Segundo ele, o portal completará dez anos em setembro.
"Acreditamos que foi só para dar um susto."



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