Bruno Oliveira

Tereza Cristina anuncia que ruralista comandará Serviço Florestal Brasileiro


 O deputado federal Valdir Colatto (MDB-SC), membro da bancada ruralista no Congresso, será o novo diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).


O anúncio foi feita na noite desta quarta pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina.


O nome de Colatto foi recebido com desapontamento por entidades do agronegócio. Representantes do setor defendiam a permanência de Raimundo Deusdará Filho no comando do órgão.


Responsável pela implementação do CAR até então, ele mantinha diálogo com o setor produtivo e era considerado uma 'ponte' confiável entre ruralistas e ambientalistas. 


A esperança do setor é que Colatto, nome de confiança da ministra, divida o comando do órgão com Deusdará -que ainda poderia assumir um cargo de direção adjunta. A reportagem apurou que o Ministério da Agricultura deve agendar uma conversa com Deusdará nos próximos dias. 


Funcionários do Serviço Florestal Brasileiro foram pegos de surpresa pela indicação de Colatto durante a visita da ministra ao órgão, no final da tarde.


Para Tereza Cristina, que conversou com a reportagem por telefone, a visita foi satisfatória e sinalizou a conciliação entre produção e preservação. Segundo a ministra, sua indicação para o comando do órgão deve ser confirmada por decreto na semana que vem.


O SBF, que pertencia ao Ministério do Meio Ambiente, passou para a Agricultura na reforma administrativa feita pelo governo Jair Bolsonaro -medida criticada por entidades ambientais.


Criado em 2006 para gerir a concessão de florestas públicas, o Serviço Florestal tem como principal atribuição hoje o Cadastro Ambiental Rural (CAR), um registro eletrônico obrigatório para os proprietários de imóveis rurais e um dos mecanismos para implementar o Código Florestal.


A partir do cruzamento de informações autodeclaradas com imagens georreferenciadas, o CAR identifica as áreas de reserva legal e as áreas de preservação permanente das propriedades rurais do país. O cadastro permite aos órgãos ambientais saberem quem tem passivo ambiental e quem está seguindo o que determina a lei. Após isso, a fiscalização entra em cena.


Colatto, que não se reelegeu no pleito do ano passado, é um dos mais ativos membros da bancada ruralista e autor de um controverso projeto de lei que busca liberar a caça de animais silvestres, proibida em todo o território nacional desde 1967.

Com informações da Folhapress



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