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André Giolito

A descoberta de um novo órgão.


A descoberta de um novo órgão.

           

 

            Uma equipe de pesquisadores patologistas da Escola de Medicina da Universidade de Nova York (NYU) dos Estados Unidos identificaram o que aparenta ser um novo componente da nossa compreensão sobre o corpo humano. Apesar de se tratar de uma recente descoberta, o órgão pode ser nada menos do que um dos maiores do corpo.

 

O que é?

 

            O interstício (entre tecidos), como é chamado, constitui uma extensa rede de cavidades repletas de líquido que fica sob a pele e acoberta outros órgãos. O que até então era visto como espaços e cavidades entre células, assume uma nova categoria, uma vez que as funções que ele desempenha ultrapassam aquelas conferidas nas antigas definições.

            A sugestão, de acordo com cientistas, é que o interstício serviria como um amortecedor que evitaria possíveis danos aos tecidos humanos gerado pelos movimentos musculares. Constituído principalmente pelas proteínas colágeno e elastina, ele reuniria, em todo sua extensão, quase um quinto do fluído humano.

 

Como ele passou despercebido?

 

            Os métodos padrões de visualização da anatomia humana até então não foram capazes de localizar o conjunto de tecidos recém descoberto. Em laboratórios, manipulação de amostras impediam a visualização dessas camadas. Ao serem colocadas em placas de biópsia, os níveis eram “esmagados”, alterando sua estrutura principal. Apenas uma operação utilizando alta tecnologia foi capaz de auxiliar a descoberta.

 

Qual é a importância dessa descoberta?

 

            Pesquisadores acreditam que a revelação científica da estrutura intersticial pode significar um imenso e radical avanço na medicina. Embora que ainda não existam estudos aprofundados, o que se tem até agora são apenas hipóteses.

            Acreditam também que a rede funciona como uma espécie de meio de locomoção dos fluidos. A hipótese é que essa função poderia esclarecer como funciona a proliferação do câncer, a chamada metástase.

            Os autores do estudo também acreditam que as células do interstício mudam com a idade, podendo acometer o enrugamento da pele e contribuir para doenças como fibrose, escleródios e inflamatórias.



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