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Bruno Oliveira

Farmácias contabilizam prejuízos de R$ 90 milhões


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O comercio varejista do setor farmacêutico contabiliza perdas de R$ 533,43 milhões em todo o Brasil, em razão da paralisação dos caminhoneiros. Somente nas vendas online, as farmácias contabilizaram prejuízos de mais de R$ 90 milhões em nove dias.
O levantamento foi realizado pelo site Consulta Remédios, portal de comparação de preços de medicamentos do Brasil, que monitora mais de 2.800 farmácias de todas as regiões do país. O comércio de medicamentos faturou R$ 85 bilhões em 2017.


Segundo Paulo Daniel Vion, CEO do portal, o apagão nas entregas das farmácias ocorre tanto pelos correios quanto por tele entrega. "Tanto as grandes redes farmacêuticas quanto as pequenas farmácias de bairro tiveram problemas logísticos", diz. Segundo ele, lojas ficaram sem fornecimento de medicamentos e tiraram do ar produtos que estavam anunciados em seus sites temporariamente.
Outros, aumentaram o prazo de entrega estimado pelos correios em até 5 cinco dias e algumas lojas tiveram que suspender as entregas feitas por motoboys, que estavam sem combustível nas motocicletas.


MEDICAMENTOS PARADOS
Várias fábricas de medicamentos do país estão paradas, segundo o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo). Muitas paralisaram a produção pela falta do óleo combustível que alimenta as caldeiras.
Há também interrupções nas linhas de produção por falta de material de embalagem e de uniformes esterilizados. Outro problema são as áreas de armazenagem lotadas, portanto, sem espaço para abrigar novos lotes de produção.


Desde quinta-feira (24), nenhuma carga de medicamentos vinda de laboratórios farmacêuticos chegou ao destino, de acordo com o sindicato. Caminhões não conseguem sair das fábricas ou estão presos nos bloqueios das estradas. Alguns desses caminhões levam medicamentos perecíveis, que podem estragar se não forem entregues logo.
Em oito dias de greve, o prejuízo estimado pelo setor farmacêutico é de R$ 1,6 bilhão, segundo Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma.



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