Bruno Oliveira

Multidão de franceses toma a Champs-Élysées em festa do bi da Copa


 São 19h em Paris, mas o sol só vai se por às 22h. A França acaba de conquistar seu bicampeonato, 20 anos após vencer o Brasil em 1998, e a população toma a avenida Champs-Élysées, apesar dos esforços de não haver aglomerações na cidade.
"Allez, les bleus" (literalmente "vamos, os azuis") é palavra de ordem, concorrendo com as buzinas das ruas adjacentes. Uma garota para sua motoca. Um torcedor tenta abrir seu capacete à força. Ninguém disse que seria civilizado. 


Às 19h, a temperatura ainda é a mesma das 17h, quando o jogo começou aqui: 31º C. Às 13h, o metrô foi fechado e, às 16h, todo o entorno estava interrompido para automóveis.
Para andar nessa cidade hoje, só a pé. Meia hora depois da conquista, a rua de Rivoli, que liga o Louvre à Champs-Élysées, está mais cheia do que qualquer estádio.


Milhares de pessoas caminham, ao lado do Jardim das Tulleries, em direção a uma das avenidas mais famosas do mundo, cantando, gritando, fumando e bebendo. É a França bicampeã.
Antes do jogo, a polícia francesa rechaçou com gás lacrimogêneo milhares de torcedores franceses que tentavam assistir ao jogo no Campo de Marte, onde fica a Torre Eiffel e foram colocados 4 telões, um deles de 100 metros quadrados.
Cerca de 30 minutos antes da partida, os torcedores mais jovens revidaram com paus e pedras recolhidos nas ruas ao redor e receberam de volta mais gás.
O local foi pensado para 90 mil torcedores, mas a lotação aconteceu às 14h, três horas antes do jogo.



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