Bruno Oliveira

Polícia descarta tentativa de execução em caso de deputada que teve carro baleado


 A Polícia Civil do Rio descartou nesta quarta-feira (16) que a deputada estadual Martha Rocha (PDT-RJ) tenha sido vítima de uma tentativa de execução. 


No último domingo, o carro em que ela, sua mãe e seu motorista estavam foi interceptado por criminosos, atingido por tiros e perseguido na Penha, zona norte do Rio. 


O caso ocorreu por volta das 9h, depois que a deputada buscou sua mãe de 88 anos em casa para levá-la à missa. Segundo Martha Rocha, que é ex-chefe de Polícia Civil do Rio, no caminho da igreja, um veículo branco encostou na traseira do seu e um homem de roupas pretas, luvas e capuz, colocou o corpo para fora da janela e disparou com um fuzil. 


O motorista da deputada, que é subtenente da reserva da PM, acelerou com o carro e chegou a ser perseguido pelos criminosos até a avenida Brasil, uma das vias mais importantes da cidade. Mais a adiante, ele conseguiu despistar os agressores.


No relato de Martha Rocha, seu carro, que era blindado, só parou de andar porque dois pneus tinham sido perfurados e porque o motorista havia sido ferido no tornozelo direito. Ele foi levado ao hospital, tratado e liberado no mesmo dia. A deputada e sua mãe não sofreram ferimentos. 


No domingo, a deputada declarou que em novembro passado recebeu a informação de que havia três notícias de ameaça de morte contra ela relatadas ao Disque Denúncia. As ameaças, disse ela, teriam partido de "setores da milícia", sem dar maiores detalhes. O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), prometeu pronta resposta da polícia sobre o caso. 


Nesta quarta-feira, o delegado titular da Delegacia de Homicídios, Giniton Lages, afirmou que está descartada a hipótese de tentativa execução. Ele disse que o caso teria sido uma tentativa de latrocínio, que é o roubo seguido de morte.


"Com 72 horas [do fato ocorrido], a polícia não tem dúvida nenhuma de que não se trata de tentativa de homicídio", disse Giniton Lages, delegado titular da DH. 


Segundo o delegado, ao menos três pessoas participaram da ação. Dois atiradores dispararam com um fuzil calibre 5.56 e uma pistola .40 no ataque. A polícia tenta obter imagens dos arredores para confirmar a participação de um quarto suspeito. 


O jornal O Globo divulgou na terça-feira (15) que a polícia havia identificado pelo menos cinco assaltos com as mesmas características na região neste mês. A polícia diz ter visto nas imagens do dia do crime contra a deputada que seu carro não estaria sendo perseguido, o que seria um elemento que afastaria da tese de atendado premeditado.


O delegado afirmou que inicialmente o caso seria uma tentativa de assalto, mas como houve disparos contra o carro e perigo de vida às vítimas, o caso será enquadrado como tentativa de latrocínio. 


A deputada evitou comentar em detalhes as conclusões da polícia. Disse apenas que mantém sua rotina de parlamentar, comparecendo aos trabalhos na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). O governador determinou escolta armada 24 horas para a deputada.

Com informações da Folhapress



últimas

  1. Temer deve ser ouvido por delegado considerado seu 'maior inimigo' na PF
  2. Certificado de estabilidade dificultou investigação sobre barragem em Brumadinho, diz promotor
  3. Após repercussão negativa, Bolsonaro apaga vídeo de 'golden shower'
  4. Ministros do STF criticam espetacularização da Lava Jato ao prender Temer
  5. Como Lula, Temer ficará em carceragem da PF
On Top